terça-feira, 9 de abril de 2019
ELAS EM PAUTA: AS EXCLUÍDAS
Primeira carta: "Sou pobre, tenho 58 anos, moro numa favela do Rio de Janeiro. Estou juntando dinheiro para comprar um pano e fazer um taier (tailleur), numa cor pastel ou numa cor clara. Sou muito pobre. Tenho 1,55m de altura. (...)Se você puder ajudar esta pessoa velha, sem renda financeira, a fazer uma roupa não muito cara ... Confio no seu bom gosto."
Segunda Carta: "Fiquei tão contente com a sua carta que nem jantei. Li e reli sua carta muitas vezes. Não repare nos erros de português, porque não sei escrever direito. Saí da escola com 9 anos para trabalhar em casa de familia e não pude continuar estudando. (...) Moro há 32 anos numa favela na Ilha do Governador e tenho 4 filhos e um marido alcoólatra. " (N.S.P - Ilha do Governador - RJ - 1991)
sábado, 23 de março de 2019
MINHAS MEDIDAS, MINHAS REGRAS
· A nossa miscigenação racial historicamente era omitida no berço, às crianças. Era, segundo Gilberto Freyre, "a negação da nossa cultura e, consequentemente da nossa morenice, que levava a burguesia do século XIX a importar bonecas francesas, loiras e róseas, para as meninas, o que concorreu para criar nessas meninas uma associação de idéias de beleza feminina com esse tipo antropológico de mulher. E perdura até hoje, a oxigenação dos cabelos para muitas mulheres castanhas ou até morenas, além do fato do alisamento dos cabelos ainda ser frequente entre mulheres negras.
São estes desvios europeizantes que levaram, segundo Gilberto Freyre, o educador Anisio Teixeira a pioneiramente sugerir "a necessidade de orientação antropológica para a industria brasileira de calçados e roupas feitas". Mas isto, porém, só poderia ser realizado caso o público apresentasse alguma mudança. Pois como bem diz Gilda Mello e Souza no livro "Espirito das roupas", nenhum produtor apresenta um produto sem que o público a quem se endereça o tenha solicitado."
· O educador Anisio Teixeira foi assassinado pela ditadura militar. E a orientação antropológica para industria brasileira de roupas prontas ainda não foi oficialmente realizada. Consequência: é comum se ir numa loja é ser número M (médio) e já em outra loja, ou outra marca, se é número P (Pequeno), pois cada marca, infelizmente, faz a medida do corpo humano nacional do jeito que lhe apraz.
A professora Sonia Duarte, diretora da empresa MIB - Modelagem Industrial Brasileira - sabe da carência de um estudo dos nossos corpos. No passado, não remoto, cheguei a escrever, a pedido da professora Sonia Duarte, textos sobre a questão da modelagem no Brasil. Pena que não fomos adiante. Mas cheguei a lhe entregar alguns poucos textos sobre a questão.
O meu livro "Vista-se como você é", editado pela LP&M, em 1997, é todo baseado em cartas reais de leitoras, que eu recebia quando trabalhei, respondendo a dúvidas de leitoras, na revista Desfile (Bloch Editores) e na revista Manequim (Editora Abril), onde tinha duas páginas mensais e assinava com o pseudônimo de Ruth Tavares (meu nome com o sobrenome de solteira de minha mãe, Aglaé). Neste livro, através das cartas das leitoras, fica claro, explicito, que o consumo de moda no Brasil não respeitava (e creio que ainda não respeita) as medidas e os anseios das mulheres. Era (e creio que infelizmente ainda é) imposto um modelo, modelo este difícil de se seguir. Daí a colocação sobre a marginalização das mulheres gordas, cheinhas, que pedem, na reportagem publicada no jornal O Globo (edição de 17 de março de 2019) "respeito para todos os corpos", o que ainda não ocorre.
Meu livro "Vista-se como você é" não fez sucesso e a editora LP&M nem se interessou em reeditá-lo, quando se esgotou. Mas o nome do livro virou o nome deste blog onde escrevo sobre moda, onde reflito sobre a questão do vestir, sobre a indumentária como uma forma de escrita.
O assunto jornalismo feminino também é pouco abordado nas faculdades de comunicação nacionais, onde sequer merece, na maioria das universidades, ser uma cadeira específica, apesar do jornalismo feminino nunca ter deixado de existir de uma maneira forte/ativa, seja em revistas impressas, seja nas redes sociais através de blogs, sites, etc.
O vestir e o feminino no vestir ainda são feitos de maneira ditatorial, conservadora, com "mão de ferro": as mulheres têm que se vestir assim ou assado porque isto é moda e ponto final?
https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Fjornalggn.com.br%2Fditadura%2Fdesmontada-a-versao-da-ditadura-de-1964-sobre-a-morte-de-anisio-teixeira-por-joao-augusto-de-lima-rocha%2F%3Ffbclid%3DIwAR2NNoapvNjQXp_CiKBwPLg9NMCmu7iWzb5t6sY-4pa4cI2Nv3x4Wv4nmIc&h=AT0e05P3pd6XS3qBIxCo6_-cVJ2nUpITWO9JfTM1uJvTJIGA6ooyFRkqyHGZ1tEKTn2i66CK5M0gbYkZ_djsLDGgkPZhxH7aS3qlSziWN82qPR_ynNcMM4xSurIEKu_YOIurPeoABnqaJ8WWwg
Desconstruindo conceitos
“Nós fomos com crianças que nunca tinham ido a um shopping, que só viam fast food pela televisão. Era para ser um dia especial, mas esbarramos no preconceito. A funcionária pediu que fôssemos a uma lanchonete na esquina do shopping e ainda justificou que poderíamos ter problemas com a segurança do espaço porque o shopping era considerado de elite”, contou a diretora ao G1.
ELITE! (facebook, 21 de março de 2019)https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2F
terça-feira, 19 de março de 2019
O BRASIL NÃO SABE APRECIAR O QUE TEM
"O novo conceito de patriota: Aquele que ama a pátria alheia." Moina Lima
Um dos garotos que cometeram, há poucos dias, o massacre na região metropolitana de São Paulo, publicou nas redes sociais, fotos com arma, com máscara no rosto e com camiseta NYC - New York City.
"É como e o fato de levar consigo a língua do outro sobre o seu seio ou em suas costas, o tornasse tão outro quanto o outro" afirma o professor Jean Morisset, que vai mais além ao dizer que é a própria estética da pobreza, e o surrealismo da pobreza (inclusive cultural) que leva as pessoas a terem medo da marginalização. "Daí essa fome de querer ser o outro sem o saber, essa fome do inglês como exercício propiciatório, essa sede do outro, para si próprio, mas para se tornar um dos membros do corpo do outro."
quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
O IMPÉRIO DO PODER

Acima, protestos contra governo Bolsonaro, na Alemanha, por uma estilista brasileira que lá mora há uma década.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
PROFESSORA ORIENTA, NÃO INDUZ
A professora apenas remete à possibilidades que estão dentro dos (as) alunos (as). Cabe aos alunos/às alunas escolher o que é do seu interesse.
Induzir, quem induz são os pais que muitas vezes levam filhos/filhas a caminhos diferentes daqueles que pretendiam.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
MODA, CAMISETAS E POLÍTICA
Agora, vão ficar parasitando o ex-presidente Lula.
Qualquer pessoa, atualmente, pode fazer uma camiseta com mensagens politicas.
Qualquer pessoa, atualmente, pode fazer uma camiseta com mensagens politicas.
Um pouco de história da industria da moda nacional:Em 1988, propus à jornalista Ana Lucia Bizinover, criar um livro que se chama: "A história da Camiseta", onde cada capítulo foi escrito por um (a) jornalista , e teve edição realizada por mim e pelo escritor Luiz Antonio Aguiar. O livro tornou-se um livro-brinde da Hering e jamais foi editado para ser vendido em livrarias. Na época ainda não havia redes sociais. Abaixo, capa do livro "A historia da Camiseta", que pode ser encontrado no site Estante Virtual.
Nos EUA, a moda é usar camiseta como"tela em branco da moda" para questionar o Trump. Escaneadas, acima, reportagens de Gilberto Junior e de Renata Izaal, publicadas no Ela (Jornal O Globo), edição 18 de fevereiro de 2017
Revista Fórum
A frase "Se começar nesse tom comigo, a gente vai ter problema" dita por Gabriela Hardt ao ex-presidente estampou a camiseta de Michelle. A juíza substituiu Sergio Moro que fará parte do governo do presidente Jair Bolsonaro como super-ministro da Justiça.
https://oglobo.globo.com/brasil/ao-deixar-marambaia-michelle-bolsonaro-usa-camisa-com-frase-de-juiza-para-lula-23328749?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilhar&fbclid=IwAR0c8ISR01L1okQ2ICmpYk3S9m1L1E54nCIVLBWooMVZqzVdolNzGGiNE8A
https://istoe.com.br/esposa-e-filhas-de-bolsonaro-deixam-marambaia-eleito-fica-na-ilha-quinta/?fbclid=IwAR18D93hpOvCoMZm8G56KzUizjSGAFEC7QjRa_tNpwWy2wjrJi7wXy0dnTI#.XCOkWtfsvKY.facebook
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Minos Adão Filho *Copiei - Via Abigail Pereira Nunes Guerry -
"Diz uma parábola judaica que certo dia a mentira e a verdade se encontraram.
A mentira disse para a verdade:
- Bom dia, dona Verdade.
E a verdade foi conferir se realmente era um bom dia. Olhou para o alto, não viu nuvens de chuva, vários pássaros cantavam e vendo que realmente era um bom dia, respondeu para a mentira:
- Bom dia, dona mentira.
- Está muito calor hoje, disse a mentira.
E a verdade vendo que a mentira falava a verdade, relaxou.
A mentira então convidou a verdade para se banhar no rio. Despiu-se de suas vestes, pulou na água e disse:
-Venha dona Verdade, a água está uma delícia.
E assim que a verdade sem duvidar da mentira tirou suas vestes e mergulhou, a mentira saiu da água e vestiu-se com as roupas da verdade e foi embora.
A verdade por sua vez recusou-se a vestir-se com as vestes da mentira e por não ter do que se envergonhar, saiu nua a caminhar na rua.
E aos olhos de outras pessoas era mais fácil aceitar a mentira vestida de verdade, do que a verdade nua e crua." Publicado por Mestre Jackson Nunes
A mentira disse para a verdade:
- Bom dia, dona Verdade.
E a verdade foi conferir se realmente era um bom dia. Olhou para o alto, não viu nuvens de chuva, vários pássaros cantavam e vendo que realmente era um bom dia, respondeu para a mentira:
- Bom dia, dona mentira.
- Está muito calor hoje, disse a mentira.
E a verdade vendo que a mentira falava a verdade, relaxou.
A mentira então convidou a verdade para se banhar no rio. Despiu-se de suas vestes, pulou na água e disse:
-Venha dona Verdade, a água está uma delícia.
E assim que a verdade sem duvidar da mentira tirou suas vestes e mergulhou, a mentira saiu da água e vestiu-se com as roupas da verdade e foi embora.
A verdade por sua vez recusou-se a vestir-se com as vestes da mentira e por não ter do que se envergonhar, saiu nua a caminhar na rua.
E aos olhos de outras pessoas era mais fácil aceitar a mentira vestida de verdade, do que a verdade nua e crua." Publicado por Mestre Jackson Nunes
sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
RENASCIMENTO E MONALISA

Arte e Moda: Renascimento
Renascimento. Renascença: ato ou efeito de renascer, vida nova. Fim da Idade Média, início dos tempos modernos. Idade de ouro das letras e das artes. Movimento artístico e científico dos séculos XV e XVI, que perdurou de 1400 a 1560. Período de grande desenvolvimento comercial e urbano.
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