terça-feira, 11 de junho de 2019

O TROVADOR E A MODA




"cordel Significado da Moda e a Sabedoria da Mulher 
Ha anos adquiri exemplares do seu livro Vista-se como Voce E, desde entao procurei o cordel de Abraao Batista que vc cita, sem sucesso. (...) Nem em Juazeiro do Norte consegui, de onde o autor e natural, sou de Crato, cidade vizinha. Grata pela atenção."

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     Atendo aqui ao pedido que recebi há poucos dias da Joanita Carvalho Caldas, que é do Ceará. Eu sou paraibana, com muito orgulho das minhas raízes, da minha origem.  
     Abaixo, os versos de Abraão Batista, no cordel "SIGNIFICADO DA MODA E A SABEDORIA DA MULHER, ATRAVÉS DOS TEMPOS"

" A mulher é a flor do mundo
   tão pouco vá se iludir
   guarda a caixa da vida
  no voltar e no seguir
  a mulher é alegria
  para o homem pressentir

  Quem não gosta de mulher
   tem o umbigo para traz
   é um bicho analfabeto
   que promete mas não faz
    é ignorante absoluto
    cafajeste e sem cartaz

     Julga o homem ser mais forte
     que a mulher que ele tem
     mas ela na sabedoria
     faz do homem o que convem
     domina no magistério
     que a natureza lhe tem

    Quem diz: a mulher é fraca
     desconhece a fortaleza
      forte não é força bruta
      é possuir muita esperteza
      dominar no invisível
       que comanda a natureza

      Só quando eu pensei assim
       vi na mulher o seu valor
       comparando o seu caminho
       na guerra, paz e amor
       foi quando eu olhei pra ela
       redescobrindo esplendor

       Comecei por analisar  
        por Eva no paraiso
        quando passei na história
        vi pela terra o sorriso
        em contemplando da mulher
        a sua moda que friso

        Nesse rodizio que eu fiz
         vi da mulher o firmamento
         descobri que ela adora
         o seu homem e fingimento
         pelo homem ele transforma
         da terra o sacramento

         Por isso eu quero mostrar
         para o leitor a lição:
         quando Eva no paraíso
         amava somente a Adão
         nua, despida, um anjo
         vivia na imensidão

         Nos tempos em que Adão amava
         somente a mulher sua;
         acostumou-se com ela
         sem ver a beleza nua
         preferia olhar pro céu
         se conformando com a lua ...

         Tornou-se Eva ofendida
          e um artificio armou:
         do couro duma jararaca
         um belo cinto preparou
         na cintura majestosa
         aquele cinto amarrou

         Adão que então olhava
         para a beleza da lua
         vendo a mulher que passava
          com a cinta à pele nua
          abraçou-se apaixonado
          como faz uma perua

          O homem é  tempestade
           gosta mesmo de novidade
           acostumou-se com a mulher
            e deixou-a na saudade
            mas Eva , novo artifício
            armou com propriedade

            Eva  de outro couro
             fez um fio dental
             daqueles que as cariocas
              exibem sem ter rival
              Adão quando viu aquilo
               quase perde o seu astral

domingo, 26 de maio de 2019

BRASIL DE COSTAS PARA SI MESMO




"Pode se aprender mais numa roda de capoeira do que numa academia de ginástica"entreouvi nas ruas.
A música nacional é riquíssima, em vários gêneros (samba, bossa-nova, pagode, funk, etc) mas o que se houve nos supermercados Pão de Açucar, nas farmácias Raias, nas lojas dos colchões Ortobom, em lojas diversas no comercio de maneira geral, inclusive a música ambiente, a música de fundo, de muitos shoppings centers, é a musica bate-estaca norte-americana, uma música da pior qualidade. E as letras, a maioria dos brasileiros sequer entende. 
Camisetas com dizeres em inglês, abundam pela cidade do Rio de Janeiro; idem idem calças leggings femininas,que viraram sinônimo de sensualidade (sic!) e são usadas dos 08 aos 80/90 anos, super ajustadas ao corpo, pegajosa, mesmo que esteja um calor de 40 graus . Calça legging transformou-se em sinônimo de sensualidade feminina, nacional? Trata-se do óbvio ululante, como bem diz Nelson Rodrigues.

sábado, 11 de maio de 2019

PLENO EMPREGO





     Pleno emprego no trabalho escravo.Com tantos desempregados, escravos abundam, pululam.
     Há poucos dias, vi nas ruas do Rio de janeiro, entregadores do aplicativo Ifood usando bicicleta, agora chamada de bike , do Itaú  que são alugadas, via aplicativo .  Trata-se da  modernidade, da atual realidade brasileira: o trabalhador não é sequer proprietário do seu meio de locomoção ...
     Na indústria da moda, confessos apoiadores do clã Bolsonaro , utilizaram, em 2007, trabalhadores escravos para produzir suas coleções. Maiores informações, no jornal Folha de São Paulo, edição de 16 de dezembro de 2007 - página B-20 - cujo título é "O preço de um vestido" - chamada: "com jornadas diárias de 17 horas em troca de cama e comida, imigrantes bolivianos vivem rotina de trabalho degradante e superexploração nas confecções de roupa em São Paulo.  Em 2007, ou seja, há 12 anos, "(...) uma CPI da Câmara Municipal de São Paulo convocou representantes das Lojas Marisa, Riachuelo, Renner e C&A para prestar esclarecimentos depois que etiquetas de suas marcas foram encontradas em oficinas irregulares da capital.(...)" 
"(...) Para dificultar a fiscalização, as oficinas funcionam em casas ou falsos estabelecimentos comerciais. Em Americana, o sindicato das costureiras da região identificou uma confecção , montada em uma área que pertencia a uma igreja, com cerca de 30 bolivianos irregulares. 'A placa da igreja continua no local para disfarçar a oficina. Já acionamos os fiscais', afirma Carmelita Alves Braga, presidente do sindicato. (...) No Centro de Apoio ao Migrante (do Serviço Pastoral dos Migrantes , ligado à CNBB), são recebidas 15 a 20 denúncias por mês.
(...) Na Barra Funda, blitz acompanhada pela Folha há três meses flagrou uma casa em que trabalhavam duas famílias bolivianas , a maior parte, irregular. Na fachada , há duas placas: de um médico e de um advogado."
Vale aqui destacar que as Lojas Marisa e a Riachuelo - duas etiquetas que utilizaram em 2007 o trabalho escravo - apoiaram explicitamente o golpe contra a presidente Dilma, o que foi um golpe contra a nossa democracia, pois  Dilma Rousseff foi eleita pelo voto, democraticamente, enfatizo. Como se vê, o golpe já vinha sendo gestado, fazia tempo ... 


     A reportagem no jornal Folha de São Paulo, editada em 16 de dezembro de 2007 foi escrita por Claudia Rolli ,Fátima Fernandes e por Antonio Gaudério,  repórter-fotográfico, que "para entender como funciona o tráfico de mão-de-obra e como vivem os milhares de imigrantes ilegais bolivianos de São Paulo, deslocou-se para La Paz com um telefone celular dotado de câmara fotográfica, uma muda de roupas e seus documentos brasileiros. Procurou anúncios de trabalho, conversou com agenciadores e até se diplomou como overloquista em uma escola de La Paz. Tudo para ser aceito em uma das centenas de confecções controladas por bolivianos e coreanos que existem em São Paulo. Gaudério submeteu-se a jornadas de trabalho de 17 horas. Sem nenhum direito trabalhista, ele teve que aceitar um contrato verbal pelo qual trabalharia três meses sem salário, apenas em troca de cama e comida. 'Depois a gente conversa', disse-lhe o chefe. (...)" 


https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.cartacapital.com.br%2Fpolitica%2Fescravidao-e-parte-do-ser-humano-diz-deputado-monarquista-do-psl%2F%3Ffbclid%3DIwAR1e0uPxAX6qvtSu9AmlBCs

https://www.cartacapital.com.br/…/escravidao-e-parte-do-s…/…

'Príncipe-deputado' diz que escravidão 'é da natureza humana'

O discurso do deputado foi duramente criticado e iniciou uma revolta no plenário da Câmara


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A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas sentadas e atividades ao ar livre
Gestão da sobrevivência da massa trabalhadora enquanto esses poucos gestores acumulam bens, capital e poder.


https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Fbrasil.estadao.com.br%2Fnoticias%2Fgeral%2Cbolsonaro-assina-decreto-que-facilita-acesso-a-municao-e-transporte-de-armas%2C70002819368%3Futm_source%3Dfacebook%253Anewsfeed%26utm_medium%3Dsocial-organic%26utm_campaign%3Dredes-sociais%253A052019%253Ae%26utm_content%3D%253A%253A%253A%26utm_term%26fbclid%3DIwAR0npNVMObMWkJP9D_50cT4rb9Guz-9r2BwxSreiBBmzt6lRLACd94r3eZ0&h=AT35eNn6bLA0yhc0x-duACGd1kW_cvGBxCA2UJtjuOB7KmNh2ePcfdUSm67ElImjRJ14BIpt-pwtfcFOMAqJXBJ17ArIi3rnXYSlzI7MoUS2J-9oqjCdTH-k1wpwSfuuVGx-3q-UrJWaaiab2is27655o847Cg3LWJqueCWmim3gtt3_DzSmSGz7NFY-q44XYcriU_3DQYanOHUzXu_xJMrlbTHKfJ8KBgStUp1JVfBL-ns21_D6qmaKoUq4tBlmBLyFc_BFpQ9gEPwOY-RWg9B0QrGfrMhqSak1yqmGoZkae9dGwYavEoDB5OKvheeN6xpUTHzae2BNxFuSYiSr09HbGl8wnTXU_JHGX8vL_VsFt6dVwe_-svnLmiWfURuCKVDrpcCyOAQxXBV2Hb2OF40qgFIwFuNoiElTQF2WwDWSEE1SKs_HPM6Mzc9MZukLaZlJroFDCMlr6cNg0DaoWrqmnRUGDxbHXKi8Vsi3cf2VpHkoXxaSFzWYvvgFCiRtgq7EutMR3Ce6eXoPXe-fY-G0bQOG4CoDte8X9o_rg9CGowoFbRYCYSdCrUzai_mZSS2l3RT30JcVL8Tbd1nNL3aA8YQazn4xAXicQBlhi8sNHrQoQV2cmqft7Es4pdO1-pA0mTIMDtEdSc7R8Gj0m8khxmxaLIcMseOae0Uf9HzoqNUoSs1O2B4i

https://www.facebook.com/marcelo.miranda.10297/videos/2069122963186661/

sexta-feira, 26 de abril de 2019

O PÂNICO DA EXPERIÊNCIA

Há quem comece a exercer um ofício só aos 50 anos como  Raymond Chandler, que virou escritor depois de perder o emprego numa refinaria. Mas acabou consolidando o romance policial como gênero. A literatura, assim como as artes de maneira geral, está cheia de garotos e garotas prodígio que --como bem afirma o escritor Ronaldo Bressane -- "não vingaram ou que foram fenecendo e de escritores (as) que começaram tarde mas mantiveram uma linha ascendente até o fim."

sábado, 20 de abril de 2019

O RETORNO DE MARIA I, A LOUCA


 De acordo com o historiador Luiz Edmundo, "em 1780/81 se proíbe, no Brasil colônia portuguesa ,  aos governadores o recebimento em audiência de pessoas vestindo roupas feitas com tecidos não fabricados na Metrópole (...) Até os sapateiros não podiam trabalhar em couro que não tivesse vindo da longínqua Metrópole. 
Trata-se de um histórico decreto de D. Maria I (Lisboa, 1734/Rio de Janeiro, 1816), que entrou para a história como  "A Louca". Por determinação dela, a  industria têxtil nacional foi, na época, toda quebrada, arrebentada. Aqui, só era permitido fabricar panos baratos, como a nossa chita, que eram utilizados para "cobrir" os corpos dos escravos.

Governo Bolsonaro estuda proibir uso de jeans por servidores e visitantes







Recomendação é de que homens trajem calça social e mulheres, saia ou calça sociais, além de vestidos na altura dos joelhos

[Governo Bolsonaro estuda proibir uso de jeans por servidores e visitantes]
Foto : Reprodução/ Redes Sociais
Por Juliana Almirante no dia 17 de Abril de 2019 ⋅ 13:40
O governo do presidente Jair Bolsonaro deve publicar, nos próximos dias, uma normativa para restringir o uso de calça jeans nas dependências do prédio onde o mandatário despacha. 
A proibição vai atingir servidores e pode ser estendida a visitantes, de acordo com o site Metrópoles.
Em alguns setores, os gestores já cobram a nova conduta de vestimenta, antes mesmo de a norma entrar em vigor. 
Funcionários ouvidos pela reportagem afirmam que a recomendação é de que homens trajem calça social e mulheres, saia ou calça sociais, além de vestidos na altura dos joelhos.
O próprio presidente já levantou polêmica devido à conduta de vestimenta, após usar uma camisa falsificada do Palmeiras durante uma reunião sobre a reforma da Previdência (..)


















https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.metro1.com.br%2Fnoticias%2Fpolitica%2F71982%2Cgoverno-bolsonaro-estuda-proibir-uso-de-jeans-por-servidores-e-visitantes.html%3Ffbclid%3DIwAR3GigoAMT-pQKBNVi7VNjhJ0uH0yavfVLc-mub6y9sTvoDOt0Lmu7_3-4s&h=AT1SjwjMvUkL78kaSp6OORtnj_xVeWZwXsLbpzH51IjZbzRfiGj1z3vnt8qFwLTNZFzhX6qu8fLOfig5MQkzBK3QLtexV1FVaYd20HybN-GljC4R97PlZcl3ck5uXoQL11EfJOyn7GTd7xdNvWFsKoMbfl6gGQXF0US3dCNv7TggnN5a3l_GhpOPt2LS6FM7ESQFCDWwviNS3Bk-tMH-eEaUZclp9bJdrhBtAnbh1-1oUugWO3srbF9ukAIbwrEV60CDMkfs03mrq6NVcXA8n8B5uaCQzto2W953q9-LLuaDbV9NYqlxipN2yrJ8Sqlg2BlQsg8IUkI-NetzZ4Y6DRc1bTNVxuufFTUP3YdCDIebS-afP1NczpHhD7K8H--or2w9GUZvFbDE0TOeK5NmNXN2w_0Po7zePr8Cwr0uUaG65kgty9coPVgr9xgYMA0V7stX50RQ_XTrgNdFqZSC4kSmDTQ1WXk0s5dK_cvNDOg4Hg43NacyeLlWf1PIqPW7zGkxUvHqPMBs2rbCavRTEq5IfmNsN-dytOLfE-ZVj7C5vdVVrgqA41USU6F18MxujYWxflOjfA-pGSwL-IH600Lguhz0wHYGyxEvZqFb2uvkTejaKYKwOzskxQTQp1SxS71bAbWPbQ

















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terça-feira, 9 de abril de 2019

ELAS EM PAUTA: AS EXCLUÍDAS























Primeira carta: "Sou pobre, tenho 58 anos, moro numa favela do Rio de Janeiro. Estou juntando dinheiro para comprar um pano e fazer um taier (tailleur), numa cor pastel ou numa cor clara. Sou muito pobre. Tenho 1,55m de altura. (...)Se você puder ajudar esta pessoa velha, sem renda financeira, a fazer uma roupa não muito cara ... Confio no seu bom gosto."

Segunda Carta: "Fiquei tão contente com a sua carta que nem jantei. Li e reli sua carta muitas vezes. Não repare nos erros de português, porque não sei escrever direito. Saí da escola com 9 anos para trabalhar em casa de familia e não pude continuar estudando. (...) Moro há 32 anos numa favela na Ilha do Governador e tenho 4 filhos e um marido alcoólatra. " (N.S.P - Ilha do Governador - RJ - 1991)

sábado, 23 de março de 2019

MINHAS MEDIDAS, MINHAS REGRAS








A nossa miscigenação racial historicamente era omitida no berço, às crianças. Era, segundo Gilberto Freyre, "a negação da nossa cultura e, consequentemente da nossa morenice, que levava a burguesia do século XIX a importar bonecas francesas, loiras e róseas, para as meninas, o que concorreu para criar nessas meninas uma associação de idéias de beleza feminina com esse tipo antropológico de mulher. E perdura até hoje, a oxigenação dos cabelos para muitas mulheres castanhas ou até morenas, além do fato do alisamento dos cabelos ainda ser frequente entre mulheres negras.
São estes desvios europeizantes que levaram, segundo Gilberto Freyre, o educador Anisio Teixeira a pioneiramente sugerir "a necessidade de orientação antropológica para a industria brasileira de calçados e roupas feitas". Mas isto, porém, só poderia ser realizado caso o público apresentasse alguma mudança. Pois como bem diz Gilda Mello e Souza no livro "Espirito das roupas", nenhum produtor apresenta um produto sem que o público a quem se endereça o tenha solicitado."





O educador Anisio Teixeira foi assassinado pela ditadura militar. E a orientação antropológica para industria brasileira de roupas prontas ainda não foi oficialmente realizada. Consequência: é comum se ir numa loja é ser número M (médio) e já em outra loja, ou outra marca, se é número P (Pequeno), pois cada marca, infelizmente,  faz a medida do corpo humano nacional do jeito que lhe apraz.  

A professora Sonia Duarte, diretora da empresa MIB - Modelagem Industrial Brasileira - sabe da carência de um estudo dos nossos corpos. No passado, não remoto, cheguei a escrever, a pedido da professora Sonia Duarte, textos  sobre a questão da modelagem no Brasil. Pena que não fomos adiante. Mas cheguei a lhe entregar alguns poucos textos sobre a questão. 
O meu livro "Vista-se como você é", editado pela LP&M, em 1997, é todo  baseado em cartas reais de leitoras, que eu recebia quando trabalhei, respondendo a dúvidas de leitoras, na revista Desfile (Bloch Editores) e na revista Manequim (Editora Abril), onde tinha duas páginas mensais e assinava com o pseudônimo de Ruth Tavares (meu nome com o sobrenome de solteira de minha mãe, Aglaé). Neste livro, através das cartas das leitoras, fica claro, explicito, que o consumo de moda no Brasil não respeitava (e creio que ainda não respeita) as medidas e os anseios das mulheres. Era (e creio que infelizmente ainda é) imposto um modelo, modelo este difícil de se seguir. 
Daí a colocação sobre a marginalização das mulheres gordas, cheinhas, que pedem, na reportagem publicada no jornal O Globo (edição de 17 de março de 2019) "respeito para todos os corpos", o que ainda não ocorre. 
Meu livro "Vista-se como você é" não fez sucesso  e a editora LP&M nem se interessou em reeditá-lo, quando se esgotou. Mas o nome do livro virou o nome deste blog onde escrevo sobre moda, onde reflito sobre a questão do vestir, sobre a indumentária como uma forma de escrita.

O assunto jornalismo feminino também é pouco abordado nas faculdades de comunicação nacionais, onde sequer merece, na maioria das universidades, ser uma cadeira específica, apesar do jornalismo feminino nunca ter deixado de existir de uma maneira forte/ativa, seja em revistas impressas, seja nas redes sociais através de blogs, sites, etc. 

O vestir e o feminino no vestir ainda são feitos de maneira ditatorial, conservadora, com "mão de ferro": as mulheres têm que se vestir assim ou assado porque isto é moda e ponto final? 


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Desconstruindo conceitos
“Nós fomos com crianças que nunca tinham ido a um shopping, que só viam fast food pela televisão. Era para ser um dia especial, mas esbarramos no preconceito. A funcionária pediu que fôssemos a uma lanchonete na esquina do shopping e ainda justificou que poderíamos ter problemas com a segurança do espaço porque o shopping era considerado de elite”, contou a diretora ao G1.
ELITE!  (facebook, 21 de março de 2019)https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2F