sábado, 24 de fevereiro de 2018
O RETORNO DO VELHO
Vendedores em lojas atendem mal e poucas informações passam ao (à) cliente. Por que será? O trabalho de vendedor no Brasil, historicamente, se iniciou com os "escravos de ganho", imortalizados por Debret (vide imagens acima).
O trabalho técnico nunca foi bem visto no Brasil, onde todos e todas sonham que seus filhos sejam doutores ou que no minimo, tenham curso superior/terceiro grau.
Recentemente, estamos no ano 2018 (seculo XXI) ,ouvi de uma mãe que a família da sua nora aprecia seu filho porque ele tem terceiro grau .
Presídios no Brasil garantem condições especiais, têm celas especiais, para quem tem nível superior, leia-se curso universitário. Nem sempre, no Brasil, ter um curso superior é sinônimo de conhecimento. Mas com certeza é sinônimo de status.Daí tantas universidades particulares de nível discutível, que visam o ganho, o lucro,chamadas de "caça níqueis" funcionam no território nacional.
Vendedores, vendedoras mal remunerados e com má formação profissional atendem em lojas inclusive de moda situadas em ruas ou em shoppings; ambulantes, camelôs, também são vendedores, e também se viram "nos trinta" para sobreviver.
Quando iremos de fato valorizar os cursos profissionalizantes? E quando iremos deixar de ser um país onde apenas se escuta as vozes dos doutores?
Em tempo: esta postagem é uma homenagem à Antonio Guilherme Joffily Bezerra, meu irmão mais velho, falecido em agosto de 2007, que foi um técnico da construção civil de primeiríssima. Ele amava profundamente o seu trabalho, que aprendeu praticando, nos anos 60, em barragens; posteriormente nas obras do metrô de São Paulo e em diversas outras obras no Rio de Janeiro, Minas Gerais, etc. Mas Antonio Guilherme, filho da classe média, sofreu muito e foi marginalizado por não ter um "diploma de terceiro grau".
https://www.pragmatismopolitico.com.br/2018/02/medicos-recem-formados-mamografia.html
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