Eu me sentava para aprender com a Daniele Galvão Ornellas e
com todas as minhas alunas. Não fiquei só de pé, dando aula. Gostava muito,
volto a dizer, de me sentar com minhas alunas, de ouvi-las. Uso o gênero
feminino porque a maioria das turmas da pós-graduação em produção de moda,
(curso criado em 2002 pelo Instituto Zuzu Angel em parceria com a Universidade
Veiga de Almeida -UVA) era composta, majoritariamente , por mulheres.
sexta-feira, 11 de maio de 2018
terça-feira, 17 de abril de 2018
DE VOLTA AO PASSADO
O medo dá lucro. Foi o que constatei ao andar, domingo,dia 15 de abril de 2018, no final da tarde, pela zona sul do Rio de Janeiro. Ruas vazias, com pouquíssimos pedestres, carros com vidros escurecidos (não dá para ver quem está dentro do carro) todos os prédios gradeados e agora há aqueles que além de grades possuem sutis (invisíveis, porém não menos perigosas) cercas eletrificadas ... Os proprietários de empresas de segurança estão lucrando e muito .... Devem estar bilionários ....
Atrás das grades de cada prédio estão moradores, porteiros. A rua, terra de ninguém. Cadê o direito à cidadania, ao ir e vir?
Em tempo: nota publicada na página da jornalista Hildegard Angel, no Caderno B do Jornal do Brasil, edição de 04 de abril de 2018 - "A muitos restaurantes do Rio só resta a entrega das chaves. Não bastasse a violência, o que não é novidade no Rio e no Brasil todo, há uma nova postura da mídia, plantando o pânico nos cidadãos, que se pelam de medo de sair de casa a partir das 18h. Uma cidade morta é uma cidade sem consumo. Este enfoque é um desfoque."
quinta-feira, 22 de março de 2018
ETERNA ARISTOCRACIA
Moda, o que é moda, no Brasil? Quando os portugueses aqui chegaram, havia índios que andavam nus.
Há uma poesia de Oswald de Andrade que diz: "Quando o português chegou debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o indio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido o português"
Dando um pulo histórico, a nobreza portuguesa, ao Brasil chegar, fugindo de Napoleão, trouxe os hábitos, maneiras, trajes e comportamentos franceses que logo foram assumidos pelos brasileiros que desejavam ser bem quistos, pensar e agir como os seus colonizadores.
segunda-feira, 5 de março de 2018
A EXPANSÃO DAS MERETRIZES
marafona
substantivo feminino
- 1.boneca sem rosto, constituída de uma cruz de madeira recoberta de pano.
- 2.m.q. MERETRIZ.
Um dos nossos maiores impasses: a sexualidade. Como fomos e somos levadas a falar do nosso corpo?
sábado, 24 de fevereiro de 2018
O RETORNO DO VELHO

Vendedores em lojas atendem mal e poucas informações passam ao (à) cliente. Por que será? O trabalho de vendedor no Brasil, historicamente, se iniciou com os "escravos de ganho", imortalizados por Debret (vide imagens acima).
O trabalho técnico nunca foi bem visto no Brasil, onde todos e todas sonham que seus filhos sejam doutores ou que no minimo, tenham curso superior/terceiro grau.
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
MORRE UMA TRABALHADORA DA MODA
Marilia Valls: um trabalho sobre moda, livro que escrevi ,junto com Luiz Antonio Aguiar, é um pequeno e rápido retrato da vida e das lutas da estilista Marilia Valls.
No título colocamos a palavra trabalho, porque "a moda é aquela coisa meio sonho, muito consumo, respondendo com cores e formas aos diversos aspectos do desejo; desejo que, no mais das vezes, cria na medida do que pode corresponder. É o seu marketing, seu fascínio, sua displicência, sua irresponsabilidade posada em fotos - seu look pink, como diz a própria Marília.
Mas moda é também - que ninguém nos ouça - TRABALHO! É o ganha-pão de um número incontável de profissionais, em diversas áreas. É a dureza de montar coleções, desde a escolha do que vai se lançar à organização dos desfiles e apresentações.
Marilia, como muitas mulheres brasileiras, através da moda, entrou no mercado de trabalho. Mas do que isso, nesse mercado fez uma carreira brilhante. Graças à sua formação, ao seu bom-gosto ... sem dúvida. Mas graças, principalmente, ao seu esforço e trabalho.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
BRASIL ESQUECIDO

PARTE DA ELITE BRASILEIRA LUCRA COM O COMPLEXO DE VIRA-LATAS
No trecho de uma entrevista concedida à TV 247, o ex-ministro Celso Amorim afirmou que "parte da elite brasileira lucra com o complexo de vira-latas" que domina o comportamento atual do governo brasileiro.
(via Brasil 247)
"Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar (..)"
Para um Caetano Veloso que louva a nossa língua, a nossa fala, a nossa cultura, há, do outro lado, milhões de cidadãos e cidadãs que pouco se importam com a língua, com os costumes, com os hábitos, com a sabedoria popular brasileira.
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